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13 de novembro de 2015

Maratona do Porto 2015 | A minha experiência

E o que vos posso eu dizer sobre esta prova? Que desisti.

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Depois da Maratona de Longford  comecei a preparar a do Porto e foram três meses de muito treino, de muito sacrifício, algumas dores, de resultados que teimaram a aparecer, de expectativas, enfim, de tudo o que implica a preparação para esta distância. E eu, que nestas coisas até sou beta-que-dói e cumpro 95% que o treinador manda (sendo que os restantes 5% são uma espécie de erro para chocolates, TPM, colegas que oferecem chocolates, dias de chuva torrencial, chocolates que aparecem na gaveta do trabalho, idas à osteopata e que obrigam a paragens de 3 dias, etc), tive mesmo de interromper a prova. 

No inicio colei-me à lebre referente ao meu tempo e por aí fui sempre com ela debaixo de olho. O ritmo estava bem encaixado, sem forçar muito (mas também não ia a comer gelados...) e sempre a fugir para as bermas da estrada de forma a desviar-me da multidão e acompanhar o balão. Até que aos 5km comecei a sentir uma dor nas costelas, uma dor que conheci 4 semanas antes da prova e que me obrigou então a uma visita à osteopata. Ela fez o que tinha a fazer e não voltei a sentir dor, até àquele momento. A partir de então, foi um constante dialogo dentro de mim, a avaliar as hipóteses de continuar a seguir o balão, descer o ritmo ou ficar por ali mesmo.

Quando cheguei ao km10, já mal conseguia respirar e a dor nas costelas propagou-se ao ombro e braço do mesmo lado. Nessa altura, encontrei o meu pai e o meu namorado (ambos a recuperar ritmo de treino após lesões graves) que, apesar de inscritos na Maratona, iam fazer cerca de 20km. Quando os encontrei e lhes contei o que se estava a passar, conseguiram replicar exactamente o que se passava dentro da minha cabeça: um dizia que se estava com muitas dores, não devia força e devia parar; o outro dizia para baixar o ritmo ao mínimo e terminar a prova. E foi aqui que comecei a ficar muito emocionada.  

Desistir era a hipótese menos provável. Nunca o tinha feito antes e  - achava eu - também não seria naquela. Como o meu pai ainda está com um ritmo de corrida muito baixo, o meu namorado decidiu acompanhar-me durante uns km para não ficar sozinha e apoiar-me até ganhar nova motivação. Esperámos pelo balão seguinte e lá fomos nós. Mas apesar do ritmo mais reduzido, apesar das tentativas dele para me distrair, a verdade é que a dor era cada vez mais intensa e dificuldade de respirar cada vez maior. Passei os 15km e precisei de parar durante mais uns instantes para conseguir controlar a dor. 

Então tive de reconhecer o que era evidente... não conseguiria terminar a prova, nem tão pouco valeria apena continuar a sujeitar o corpo a tamanho sofrimento. Estava no km15 e decidi que o meu prémio de consolação seria pelo menos fazer a meia distância. Lá retomamos os dois a corrida, mas por esta altura já as lágrimas me escorriam pela cara abaixo... até que aos 17km parei, saí da estrada, sentei-me num banco do jardim e chorei.

O meu pai encontrou-nos e pedi-lhes para ficar sozinha. Precisava de recuperar, de pensar, de perceber o que tinha acontecido. Quando eles partiram, foi o descalabro... chorei muito, mas mesmo muito. Chorei tanto que pensei comigo "credo, até parece que morreu alguém!" e nem com auto-bullying a coisa acalmou. Estava absolutamente inconsolável. Estava bem, sem qualquer dor nas pernas, com resistência pulmonar, tinha o treino para fazer a minha marca, tinha a dieta e a hidratação, tinha o descanso necessário, tinha o corpo todo preparado para fazer a distância e um estúpido problema nos músculos intercostais foderam-me 2 meses de trabalho. 

Chorei de dor, de frustração, de raiva. Chorei porque, pela primeira vez, tinha de enviar uma mensagem ao treinador a dizer "desisti", que o nosso trabalho das ultimas semanas morreu no 17ºkm. Chorei porque me dediquei tanto, cumpri tudo e sentia o corpo tão preparado e ali estava eu, sentada num banco de um jardim, completamente lavada em lágrimas, cheia de raiva por um problema absolutamente idiota! E então, veio uma senhora brasileira ter comigo. Perguntou-me se estava bem, se precisava de assistência médica, se estava sozinha, se precisava de comer, se queria que ligasse para alguém me vir buscar, se, se, se... Sorria-lhe para agradecer e chorava porque só queria chorar... E foi embora.

Depois veio uma outra senhora, com as mesmas questões e com as mesmas preocupações. Na mesma, sorri para agradecer, mas sempre com as lágrimas pela cara abaixo...  

Depois um rapaz sentou-se no banco e pensei que fosse o meu namorado.  Disse-me chamar-se Ricardo e que era da organização. As mesmas questões e as mesmas preocupações. Sorri e chorei.

Depois veio um senhor equipado e com dorsal da maratona. Em inglês perguntou-me de onde vinha e de seguida disse-me o seu nome (que não me lembro) e acrescentou que era holandês. Uma forte dor no joelho obrigou-o a desistir da maratona e acrescentou "there's always a next one".

A primeira senhora, a brasileira, voltou a aparecer junto de mim. Trazia um bolinho e ofereceu-me. E às tantas, já chorava de estar tão comovida com a gentileza dela e das outras três.

Levantei-me do banco e fui para o outro lado da estrada. Queria apanhar sol e ficar mais resguardada. Fiquei muito comovida com a reação das pessoas que me abordaram, mas o que queria era mesmo chorar sozinha, sem ninguém me ver. 

Encostada a um muro de uma igreja, escondida por uns carros estacionados e sentir o sol a aquecer-me o corpo e alma, apareceu uma 5ª pessoa. Um senhor cujo nome não me recordo (acho que eles liam o meu nome do dorsal e talvez se sentissem  impelidos de dizer os seus), mas com um sotaque que não escondia as origens tripeiras, dizia-me que ia batizar o sobrinho naquela igreja, que fez várias meias maratonas, que gostaria muito de fazer a maratona, que o Porto é muito lindo, etc. etc. Às tantas, já era eu que o incentivava a fazer a distância e fiquei, finalmente, mais calma.

Mas voltando ao inicio do texto, o que vos posso dizer da minha experiência do Porto? Que a minha prestação foi uma valente merda, mas que todos os momentos de agonia e desespero valeram por todo o carinho que recebi e pela grande lição de humildade que trouxe comigo. Para o ano há mais.






14 de outubro de 2015

Longford Marathon

Entre trabalho, férias, horários muito preenchidos e absoluta falta de vontade de escrever no blog, a verdade é que tenho estado ausente deste canto.

Desde Junho poucas novidades há para partilhar. Excepto uma... em Agosto fiz outra maratona - Irlanda - e, apesar de ter como objectivo fazer perto das 4h15 (lembrando que fiz a maratona do Porto em 4h40), consegui fazer esta prova em 3h55.




17 de junho de 2015

asics | We Are Marathoners




Porque todos gostamos de assistir, de vez em quando, a uns vídeos motivacionais, deixo-vos este da asics. E eu revi-me em muuuuuuitos dos 'factos' abordados. Maratonistas, meio-maratonistas, ultramaratonistas, 'tonistas de curta distância ou amantes da corrida, quem não se revê neste vídeo?
Bons treinos!

16 de fevereiro de 2015

Saucony Triumph ISO




Quando em Abril do ano passado adquiri os Saucony Guide 7 (review aqui), baseei-me em muitas leituras, pesquisas, opiniões de atletas e vendedores. Sabia que os tenis que comprasse naquela altura seriam os meus companheiros de treino até à maratona do Porto. E assim foi. E assim continua. E com mais de 1200km rodados, já há muito que corro com uns defuntos nos pés. 

Este erro estúpido em conjunto com mais duas outras situações fisicas, custaram-me os treinos para a Maratona de Sevilha... No inicio dos treinos para a prova, não conseguia correr mais do 3km sem sentir uma forte dor num joelho. Num dia de treino de 12km, insisti em correr com a dor e aos 7km já não conseguia colocar o pé no chão. Os dois dias seguintes foram passados a coxear, valendo-me a desculpa do "espirito solidário" de ter o namorado em casa com o pé partido. Romance é isto mesmo: no amor e a doença, no coxeanço e na muleta.

Com os planos de recuperação em marcha, torna-se imperativo a aquisição de novos ténis. E começa assim nova ronda de pesquisas e solicitações de opiniões. Oooooora portanto, eu sou pronadora mas as minhas palmilhas de correção salvaguardam esta questão, por isso a escolha terá de recair nuns tenis neutros. E neutro é sinónimo de Saucony Triumph. E céus....  já os ando a namorar e ainda nem chegaram a Portugal!!!

Saucony Triumph ISO



E por aí, alguma sugestão para neutro, estrada e longa distância?

30 de dezembro de 2014

Meia-Maratona dos Descobrimentos & nova 'assessoria' desportiva

O registo - possível - desse grande momento!



Em relação à São Silvestre de Lisboa, era uma prova que queria muito fazer, até porque seria o terceiro ano consecutivo que participava e este ano iria acompanhar uma amiga na sua grande estreia dos 10k oficiais. 
De repente, os astros alinharam-se para boicotar a minha participação na prova: uma lesão num joelho e uma laringite que me atirou para uma cama com febre e fortes dores de cabeça (mas quem é que fica de cama com dores de garganta??? ca'menina...!).  

Com o foco na maratona no final de Fevereiro, e com o meu parceiro estendido num sofá com um pé de gesso demasiado sensual, juntar-me-ei ao barbas para puxarmos um pelo outro (ou mais ele por mim, uma vez que aquela barba atribui-lhe uma aerodinâmica não muito vulgar), ambos com objectivos pessoalmente exigentes mas distintos: eu a maratona, ele a ultra. 

Bons treinos a todos e uma óptima despedida de 2014!

23 de dezembro de 2014

Breves notas sobre o último mês

Entre trabalho, pós-graduação, trabalhos de faculdade, treinos, provas e - pouquíssima - vida social, de repente senti que o pouco tempo livre que tenho é mesmo para parar e descansar... e isso, inclui parar de escrever neste pequeno blog. 

Mas - e há sempre um "mas" -, apesar de estar esta semana de férias, acordei às 7h para despachar uns trabalhos de grupo que tenho da faculdade para fazer. E como boa estudante que sou, no momento de meter a mão na massa e começar a trabalhar, tudo se torna repentinamente mais interessante do que as matérias que preciso de estudar. 





Por isso, não existe melhor oportunidade do que actualizar o blog!

Ora então... o pós maratona está a ser uma experiência frustrante que servirá de grande aprendizagem. Fazendo um balanço das últimas semanas, diria que cumpri cerca de 40% do plano de treinos previsto. O que me deixa irritada, mas, e à semelhança da imagem lá de cima, tudo serve de desculpa: ou porque estou cansada, ou porque está frio, ou porque chove, ou porque me dói a cabeça, ou porque me doí o joelho, ou porque não tenho provas, ou porque não tenho objectivos, ou porque o meu iPhone morreu e com ele descansa em paz o Runtastic, ou porque o Sócrates foi preso, etc. 

Mas nem tudo são trevas, também existem para aqui umas rositas, como por exemplo, o meu novo RP na meia-maratona dos Descobrimentos. Com treinos a meio gás e seis semanas depois dos meus primeiros 42km, ainda consegui tirar 16' do meu tempo oficial para a Meia-Maratona de Setúbal (2h19). My newest PR is - 2h03! Et voilá! Depois, ia-me dando uma coisinha má quando vi que no meu diploma da prova organizada pela Xistarca apenas consta o tempo geral, em vez do tempo de chip - e que são mais 3'. Boa... 

Agora, e em jeito de conclusão, porque o super-ego começa aqui a chatear-me a "dizer" que tenho de ir trabalhar, só mais duas notas:
  1. Há 4 meses o meu pai (com 64 anos) lesionou-se seriamente num dos meniscos, obrigando-o a suspender de imediato qualquer tipo de treino e os treinos para a maratona do Porto ficaram por ali. Encontra-se ainda a recuperar. Ontem... foi o meu parceiro mais novo. O MS acabou de fracturar um tornozelo e também os treinos dele para a maratona ficam agora suspensos. Com uma motivação ali a bater nos 30% e sem parceiros de treino, não sei como vou conseguir atingir a nota seguinte...
  2. e a nota seguinte é..... tã-tã-tã-tãaaaaaaaaaa Zurich Maratón Sevilla 2015! Ainda perguntei ao treinador se a de Madrid podia ser uma alternativa, ao que respondeu "tem juizinho e faz primeiro a de Sevilha. A de Madrid ainda é muito difícil para ti". ¡Vale entrenador!
Bom, por ora chega de converseta que preciso de despachar trabalho. Espero que vocês estejam todos/as bem e que a única baixa por aqui seja mesmo a do MS (até porque este, eu posso dar miminhos, ehehe) (ou puxar as orelhas, porque quem manda partir uma perna e estragar a minha companhia nos treinos? não se faz, não se faz....!).

Até breve companheiros/as!

21 de novembro de 2014

O que muda na tua vida para te tornares num maratonista?

Para quem pensa fazer uma maratona (ou qualquer outro desporto de alta resistência) e gostaria de saber concretamente o investimento necessário fazer, Giselli Souza (jornalista e maratonista brasileira) explica na perfeição todas as transformações que ocorrem para a preparação desta prova. Sacrifício diriam muitos, modo de vida diriam os demais. E eu revejo-me em cada palavrinha dela...
Acordar cedo ou dormir tarde deixará de ser um martírio. Vc vai correr uma maratona. Esqueça os happy hours às sextas-feiras. Os sábados à tarde também não serão mais os mesmos. Principalmente no início. A fome será uma constante e será legal se vc aprender a comer certo. A busca pelos equipamentos perfeitos para os treinos não vai parar. Vc passará a ter, no mínimo, dois pares de tênis. Por mais que vc use cremes anti-atrito,  vc nunca sai ilesa de um treino de 30km. As planilhas passam a dar medo, mas servem tb como estímulo para continuar. Vc vai chorar como um bebê assistindo Spirit of Marathon. O dia da tão sonhada largada vai ser um sonho frequente. Vc vai tentar imaginar o momento da chegada dezenas de vezes. Em vão. A busca pelo setlist perfeito não irá parar. E vc vai ouvir várias vezes a mesma música. O espírito Rock Balboa vai baixar em vc no dia do treino gelado, na chuva fina e solitário. Os alimentos que passará a consumir serão recomendados por um nutricionista. Vc ficará mais cuidadosa com a sua saúde e vai querer estar com os exames em dia. Suas pernas ficarão mais torneadas com o passar dos Kms. O seu paladar irá mudar com o consumo frequente de suplementos. Seu sono será sagrado e muitas vezes vc vai desmarcar compromissos só para dormir. Suas amigas vão dizer que vc enlouqueceu e só pensa e fala de corrida. Vc vai se apaixonar tanto pelo esporte que poderá criar um blog pra dividir a sua paixão. Vai conhecer pessoas muito diferentes, que jamais teria contato se não fosse a corrida. Sua vida, trabalho, afazeres domésticos e pessoais serão cronometrados. O treino passará a ser o seu momento de diversão, terapia e meditação com vc. Correndo na rua, passará a ver a natureza sob outro olhar. Os longões serão sagrados e faltar a algum deles, só por motivo de doença. Se for preciso, vc irá acordar de madrugada para treinar ou irá tarde da noite. Se ainda não é, vai virar marmiteira. Suas unhas dos pés não serão mais as mesmas. O ponteiro  da balança sempre vai cair no período mais intenso do treinamento. Vc vai testar dezenas de bermudas, shorts e saias. Mas correrá sempre com a mesma roupa. O relógio passará a ser um mini-computador de bordo. Com o tempo, vai perder o contato com alguns amigos que não correm. As noitadas longas ficarão no passado. O bocejo chega cada vez mais cedo. Por mais que vc cuide, seus cabelos estarão sempre cheios de nós depois do longão. Se vc não gostava de musculação, passará a curtir só pra correr melhor. Sua leitura passará a ser de corrida e as mídias sociais lotadas de amigas corredoras. Suas fotos no instagram serão dos seus treinos. As do facebook também. Os cremes hidratantes passarão a ser de arnica. Vc precisa relaxar porque amanhã tem treino. Vc passará tb a andar com lenços umedecidos. Nem sempre dá tempo de tomar banho. As rodagens serão longas, mesmo durante a semana e no dia que vc tem reunião no trabalho. Vc será arrebatada por um misto de segurança, incerteza, amor e medo na véspera da prova. E vai perceber que a sua vida realmente mudou para sempre. Quando é a próxima? 

18 de novembro de 2014

Próximo desafio | maratona de Madrid ou Sevilha?

Estou tão indecisa em relação à localização do próximo desafio... Agora que já sei que consigo correr a distância da maratona, quero começar a trabalhar para ter um tempo mais simpático e mais agradável para as articulações. Quero fazer uma prova no primeiro semestre do próximo ano e estou muito inclinada em ir a terras castelhanas. A indecisão, neste momento, é entre Madrid e Sevilha... Será que alguém me pode aconselhar? Alguém que se cruze com este blog e tenha conhecimento destas duas provas, poderá ajudar-me? Pleeeaaase...! 






9 de setembro de 2014

Balanço do mês de Agosto

Boa tarde minha gente, este post vem bem atrasado mas, entre férias, regresso de férias, caos no trabalho e por aí fora, só agora foi possível escrever. 

Portanto, analisando o histórico desportivo, nada a apontar. Estou a cumprir cerca de 90% do plano de treino que é manifestamente superior à taxa de erro indicada pelo treinador quando comecei a treinar com ele:
- Eu vou fazer-te um plano mensal, com cinco treinos semanais. Mas não te preocupes, a maioria dos atletas apenas cumpre cerca de 80%. 
Ora, 90% não são 80%* e só por isso já merecia uma medalha. Vamos aos números de Agosto:
- 19 sessões de treino + 1 caminhada (na praia)
- 221 quilómetros percorridos. 




(observação: no dia 9 de Agosto - 32km - foi um passeio de bicicleta, por isso não deve contar como um treino especifico)


Assim, e para finalizar, é esta a evolução de carga desde que comecei  em Maio este plano de treinos para a maratona:





*contas feitas de cabeça. Ai de vocês que calculem a percentagem exacta de treinos realizados... 

13 de agosto de 2014

Novo RP (não oficial)

E ia-me esquecendo de partilhar este acontecimento único e maravilhoso!

A minha passada é lenta e assumo: eu sou uma verdadeira pastelona! O tempo mais rápido que tinha aos 19k, foi na prova de 20k em Cascais, com 1:56.




No passado mês de Julho, num treino em conjunto com um dos nossos amigos - que é um verdadeiro atleta,  foi a nossa lebre. Resultado...


Menos 6'... Claro que ainda não consegui repetir a gracinha, porque estes -6' saíram-me do pêlo. Maldita lebre... 


11 de agosto de 2014

Se calhar...

... devia trocar o nome deste blog para 6:00am. A hora de acordar mudou desde que iniciei os treinos para a maratona. 







5 de agosto de 2014

Reforço muscular | fotos

Todos sabemos que para a preparação de uma prova, seja ela de 10km, 21km ou 42km (e por aí fora), não basta calçar os ténis e ir correr feitos desalmados. O planeamento dos treinos é fundamental para uma progressão/manutenção do nível que pretendemos ou que, simplesmente, já atingimos. 

E a regra é simples: quanto mais rico o treino for, mais preparado o nosso corpo fica para a prova. E quando falo em treino rico, falo obviamente em variedade nas sessões de treino, como: corrida lenta, corrida rápida, corrida progressiva, fartlek, alongamentos, flexibilidade (não confundir com alongamentos), reforço muscular, etc. A acrescentar a isto, pessoalmente, pratico ainda yoga, mas como ainda estou numa fase muito inicial, ainda não consigo rentabilizar a prática no que respeita aos exercícios físicos. Já no que à respiração diz respeito.... é só vantagens :)

Mas hoje falamos de reforço muscular. Este é um tipo de treino localizado, muitas vezes negligenciado por muitos de nós, mas, e a par dos dias de descanso, é demasiado importante para colocar de lado. O reforço muscular pode ser realizado em ginásios, através de musculação, em casa ou na rua, mas fundamentalmente incide no nosso fortalecimento muscular.

Não vamos ser cínicos, claro que nenhum maratonista quer ganhar muita massa muscular, pois sabe que mais 2kg ou 3kg no corpo, mesmo que se trate apenas de músculo, vão fazer-se notar na prova e, em última instância, nos tempos. O objectivo não é propriamente ganhar massa muscular, mas antes manter os músculos o mais saudáveis e fortes possíveis. É uma opção de cada um, mas eu, pessoalmente, prefiro não utilizar cargas (pesos) nos exercícios que realizo. O reforço muscular vai possibilitar não só um aumento de força (ideal para a velocidade), mas também evitar/prevenir lesões musculares e até fortalecendo a postura física.

Quando faço este treino, tento variar e torna-lo o mais diversificado possível, mas geralmente são estes os exercícios que faço:

Exercícios dinâmicos:

  • abdominais (quatro exercícios diferentes)
  • lombares
  • glúteos (quatro apoios, quatro exercícios diferentes)
  • exercícios para tibial anterior (canelas)
  • adutores 
  • gémeos
  • flexões
Exercícios estáticos (cerca de um minuto em cada posição):
  • Levantamento máximo da bacia (glúteos, pernas e abdominais)
  • levantamento máximo da bacia com elevação de uma perna (alternado)
  • glúteos
  • pranchas
  • lombares













Peço desculpa pela qualidade das fotos, mas isto de exercitar e fazer selfies ao mesmo tempo não é coisa fácil...

2 de junho de 2014

Balanço do mês de Maio

No passado dia 12 de Maio recebi o meu plano de preparação para a maratona. E devo confessar que... analisando os dados do runtastic... acho que vou levar uma tareia quando o treinador olhar o registo. Bom, tareia é só um modo de expressão, claro (espero eu). A verdade é que o plano está traçado para cinco sessões semanais e, digamos que, não cumpri com exactidão o proposto. 

Óbvio que há tolerância. Ele sabe e admite que os seus atletas cumprem - em média - cerca de 80% dos planos que ele faz. De qualquer modo fica o registo de Maio:

- 16 sessões de treino
- 144.63 km 
- 19h 





30 de maio de 2014

Palmilhas | Gabinete de Fisioterapia no Desporto

Quando, no inicio deste ano, comecei a intensificar os treinos, começaram a surgir algumas dores no joelho e tornozelo direito. Assim que chegava aos 12km/13km lá vinha as malditas dorzinhas. 

O meu podologista identificou a causa: pronação e uma perna mais curta que outra. O osteopata confirmou... cerca de 2cm de diferença. E era essa diferença que, ao fim de algum tempo, magoava as articulações. Tornou-se, então, obrigatório adquirir uma palmilha para compensar este (grande) desvio e contactei o Gabinete de Fisioterapia no Desporto (GFD).

Com um atendimento especializado e muito simpático, só posso dizer que fui muito bem recebida. Fizeram uma avaliação da postura e corrida, para depois elaborarem e entregarem no próprio dia a palmilha construída especificamente para o meu pé. Na verdade foram duas palmilhas e assim corrigir também a pronação.



Na imagem de baixo dá para perceber a diferença de um pé para o outro. E, na verdade, o desvio ainda não está verdadeiramente compensado. Para não colocar a coluna e articulações sob stress (pois já são alguns anos a micro-coxear), o processo de adaptação às palmilhas será feita em três fases:


  1. treinos intercalados entre as palmilhas originais dos ténis e das de correcção - duas semanas ;
  2. treinos apenas com palmilhas de correcção - três meses de utilização;
  3. realização de novas palmilhas com a compensação exacta o desvio, ou seja, vão ser ainda mais altas que esta. 
Ora, perante isto, muitos de vocês já estarão a pensar que sou uma coxa, mas na verdade não coxeio (nem a andar nem a correr), nem tão pouco sofri lesões a propósito deste desvio. Dentro do azar, tive sorte...

Hoje foi dia de experimentar as ditas cujas. 




Os primeiros 30' foram com as novas palmilhas e as séries foram com as palmilhas dos ténis. E posso dizer-vos que, após o aquecimento e a troca desta base, a diferença que senti foi muuuuuuita!!! Ao ponto de pensar "como é possível nunca ter sentido falta desta diferença!!". A comparação que me surge é - e creio que muitos de vós vão perceber - , a mesma sensação que quando os míopes adquirem, pela primeira vez, óculos e parece que começaram a ver as coisas muito mais nítidas! Exemplo tonto, eu sei... Mas foi isso que senti.

Agora com as palmilhas novas e usando a cor verde - parece que anda aí uma teoria jeitosa sobre o verde pela malta do blog Corre mais Rápido - é que vou virar velocista!!!



12 de maio de 2014

Novidades

Desculpem a ausência, mas estive de férias e seguiu-se uma ligeira depressão pós-férias. Já cá estamos e estamos com óptimas novidades! A ver:

1. Ontem, dia 11 de Maio, participei na 25ª Meia Maratona Internacional de Setúbal (já faço um post sobre esta prova)

2. Já temos treinador para a maratona! Falaram-me de bastantes, procurei alguns, mas queria apenas um. E consegui o que queria. Ainda ponderei a hipótese de treinar sem monitorização, pois temos muitos meses pela frente e eu gosto de estudar e pesquisar treinos, dicas, sugestões. Mas tendo o acompanhamento de alguém mais experiente, que me possa indicar os meus erros sem chegar ao ponto da "tentativa e erro", deixa-me realmente mais tranquila...

Posto isto, meus queridos e minhas queridas, já com o plano de treino na mão (e alguns de vocês já o viram), bem posso mudar o nome deste blog para 6 a.m.


5 de maio de 2014

Treinador precisa-se

Já vos falei da minha decisão em treinar para a maratona. Tenho lido muita coisa, analisado planos de treino e trocado impressões com outros atletas com o mesmo objectivo. Contudo, eu - franguinha assumida - fico bastante mais segura se tiver um treinador que me acompanhe nesta aventura e que possa ensinar-me metodologias e dicas, bem como desenvolver técnicas. 

Nessa lógica, já entrei em contacto com algumas associações, mas estas tardam em dar-me um feedback. E a ansiedade por uma resposta cresce, daí - aproveitando este muy visionado blog - gostaria de perguntar se alguém, que por acaso por aqui pare, sabe/conhece algum treinador/clube que faça treinos personalizados para a maratona sem cobrar os olhos da cara. Any help?


23 de abril de 2014

A vida é feita de decisões. Esta é a minha.

O ano de 2013 foi um ano de grandes mudanças e transformações na minha vida. 2014 começou com o delinear de objectivos mais específicos, mais concretizáveis, mais tangíveis. A concretização destes objectivos está a revelar-se uma grande aprendizagem. Coisas que anteriormente pensava serem inalcançáveis, começaram a ser próximas, atingíveis e, quase que, banais. 

Quando comecei a perceber este facto, comecei a pensar sobre um objectivo nunca pensado, nem tão pouco imaginado ou sequer sonhado. Comecei a ler sobre o assunto. Comecei a escutar opiniões. Compreender depoimentos. E não querendo decidir com base no impulso, esperei. Dei tempo. Pensei nos contras. Nos sacrifícios. Na dificuldade. E perante a realidade mais pessimista - que em ultima instância é de não conseguir - decidi: vou treinar para a maratona. 




21 de abril de 2014

Maratona de Boston

E já começou. No serviço - onde vos escrevo este post - vou ouvindo e espreitando a evolução da prova.

E olha só o que, entretanto, encontrei:

Edição limitada Saucony Boston 


7 de abril de 2014

Fim de semana de maratonas

Domingo foi dia de maratonas: a de Paris e de Sevilha. Apesar de nunca ter ambicionado correr os 42k, a verdade é que já dei por mim a ponderar se conseguiria esse feito. Claro que, rapidamente, concluo que ainda preciso de muitos quilômetros nestas pernas, mas quem sabe se um dia não ganho coragem para me dedicar a essa meta. 

De qualquer forma, e como dito inicialmente, este domingo foi dia de maratonas e foi possível seguir o esforço de alguns atletas nessas mesmas provas através do instagram, com especial destaque para a maratona de Paris e de Sevilha. Deixo-vos o testemunho de Giselli Souza, jornalista brasileira que cortou a meta em Sevilha com muito esforço, mas com muita dignidade. 
Quando eu cruzei hoje os 42km eu jurei que não faria mais uma maratona na vida. Chorei muito. Chorei do km 35 ao km 38 não só a minha frustração de não ter feito uma boa prova, mas chorei tb todos os outros "nãos" que eu já tomei da vida. Chorei a morte dos meus pais, chorei a vida loka que eu levo em treinar de madrugada, trabalhar o dia inteiro e não ter tempo para nada, chorei as amizades que eu já perdi, chorei a ausência do meu irmão, chorei a frustração de ter feito já muita merda da vida, mas não ter desistido, mesmo por alguns minutos me achando uma loser. Ao ver a mensagem de todas vcs hj por aqui, só me faz acreditar em uma coisa: por mais que eu não seja o melhor exemplo de atleta, existe algo muito maior que une a gente e não é o pace admirável, nem a tal da maratona. É a paixão pela corrida e o fato de não desistir. Por pior que a vida se apresente a nós, por pior que sejam as circunstâncias. Não desistimos. Seguimos em frente e choramos, nos descabelamos, mas não desistimos. Acho que é essa a mensagem que fica, mais uma vez. Não desistir jamais. Por pior que seja. Muito obrigado, #divasquecorrem. Vcs são foda. Vou levar mais essa lição pra vida.

@giselli_souza