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18 de dezembro de 2015

58º Grande Prémio do Natal EDP 2015

Na minha calendarização da temporada 2015/2016 não constam provas de 10km, com excepção da São Silvestre de Lisboa que já faz parte da "minha tradição" desportiva como um momento de diversão com amigos e familiares. 

Contudo, na semana passada ofereceram-me uma inscrição para o 58º Grande Prémio do Natal EDP que decorreu no domingo e lá fui eu e mais o meu namorado e aproveitei para ter um novo tempo oficial aos 10km. E o que dizer desta prova? Que percurso mais cínico, Jesus Credo!!!!! Uma pessoa até sabe que tem umas subiditas por causa dos túneis, que do Campo Grande ao Saldanha é uma ligeira subida e que se faz tão bem a conduzir, mas a correr... ?

Contava bater a minha marca pessoal que, até então, era de 54'35" da Corrida do Tejo de 2014. Queria ter feito melhor tempo, mas o facto de termos partido na cauda do pelotão (erro crasso!) não facilitou o objectivo. Mas, é Natal e coiso e tal e o que interessa é que fiz os 10km em 47:00.




Mas lá que fiquei com vontade de fazer uma prova fácil de 10km para ver quanto tempo consigo, fiquei...

16 de dezembro de 2015

Meia-Maratona dos Descobrimentos 2015

Pela segunda vez participei na Meia-Maratona dos Descobrimentos e tornou-se daquelas provas que vou querer repetir sempre que seja possível. O percurso é lindíssimo e fácil, o período em que decorre (inicio de Dezembro) é propicio a temperaturas agradáveis para a corrida e o ambiente é muito digno do espírito do atletismo. 


No meu caso especifico, confesso que encarava esta prova de forma ambivalente: se por um lado gostaria de bater a minha marca feita na Rock ‘n’ Roll Meia Maratona Vodafone RTP 2015 (1h52m13s), por outro estava com um medo enorme que voltasse a acontecer o que aconteceu na Maratona do Porto.  Decidi não arriscar e organizar a prova da seguinte forma: durante os primeiros 15km iria a um ritmo relativamente confortável; do 15ºkm ao 18ºkm intensificava um pouco mais o ritmo; e a partir do 19ºkm, aí sim, seria para rebentar, pois se tivesse novamente o problema nos músculos intercostais conseguiria aguentar a dor provocada durante os 2 últimos km. 

E assim fiz. E nem correu muito mal. Não fiz o tempo que pretendia, mas alcancei o objectivo de descer a minha marca pessoal:
  • Meia-Maratona dos Descobrimentos 2014 - 2:03
  • Rock ‘n’ Roll Meia Maratona Vodafone RTP 2015- 1:52
  • Meia-Maratona dos Descobrimentos 2015 - 1:49
Queria apenas fazer uma pequena observação à organização da prova. A Xistarca não é propriamente conhecida pela sua capacidade exemplar de organização de eventos desportivos, mas fiquei muito surpreendida com a organização este ano - 5 estrelas!

13 de novembro de 2015

Maratona do Porto 2015 | A minha experiência

E o que vos posso eu dizer sobre esta prova? Que desisti.

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Depois da Maratona de Longford  comecei a preparar a do Porto e foram três meses de muito treino, de muito sacrifício, algumas dores, de resultados que teimaram a aparecer, de expectativas, enfim, de tudo o que implica a preparação para esta distância. E eu, que nestas coisas até sou beta-que-dói e cumpro 95% que o treinador manda (sendo que os restantes 5% são uma espécie de erro para chocolates, TPM, colegas que oferecem chocolates, dias de chuva torrencial, chocolates que aparecem na gaveta do trabalho, idas à osteopata e que obrigam a paragens de 3 dias, etc), tive mesmo de interromper a prova. 

No inicio colei-me à lebre referente ao meu tempo e por aí fui sempre com ela debaixo de olho. O ritmo estava bem encaixado, sem forçar muito (mas também não ia a comer gelados...) e sempre a fugir para as bermas da estrada de forma a desviar-me da multidão e acompanhar o balão. Até que aos 5km comecei a sentir uma dor nas costelas, uma dor que conheci 4 semanas antes da prova e que me obrigou então a uma visita à osteopata. Ela fez o que tinha a fazer e não voltei a sentir dor, até àquele momento. A partir de então, foi um constante dialogo dentro de mim, a avaliar as hipóteses de continuar a seguir o balão, descer o ritmo ou ficar por ali mesmo.

Quando cheguei ao km10, já mal conseguia respirar e a dor nas costelas propagou-se ao ombro e braço do mesmo lado. Nessa altura, encontrei o meu pai e o meu namorado (ambos a recuperar ritmo de treino após lesões graves) que, apesar de inscritos na Maratona, iam fazer cerca de 20km. Quando os encontrei e lhes contei o que se estava a passar, conseguiram replicar exactamente o que se passava dentro da minha cabeça: um dizia que se estava com muitas dores, não devia força e devia parar; o outro dizia para baixar o ritmo ao mínimo e terminar a prova. E foi aqui que comecei a ficar muito emocionada.  

Desistir era a hipótese menos provável. Nunca o tinha feito antes e  - achava eu - também não seria naquela. Como o meu pai ainda está com um ritmo de corrida muito baixo, o meu namorado decidiu acompanhar-me durante uns km para não ficar sozinha e apoiar-me até ganhar nova motivação. Esperámos pelo balão seguinte e lá fomos nós. Mas apesar do ritmo mais reduzido, apesar das tentativas dele para me distrair, a verdade é que a dor era cada vez mais intensa e dificuldade de respirar cada vez maior. Passei os 15km e precisei de parar durante mais uns instantes para conseguir controlar a dor. 

Então tive de reconhecer o que era evidente... não conseguiria terminar a prova, nem tão pouco valeria apena continuar a sujeitar o corpo a tamanho sofrimento. Estava no km15 e decidi que o meu prémio de consolação seria pelo menos fazer a meia distância. Lá retomamos os dois a corrida, mas por esta altura já as lágrimas me escorriam pela cara abaixo... até que aos 17km parei, saí da estrada, sentei-me num banco do jardim e chorei.

O meu pai encontrou-nos e pedi-lhes para ficar sozinha. Precisava de recuperar, de pensar, de perceber o que tinha acontecido. Quando eles partiram, foi o descalabro... chorei muito, mas mesmo muito. Chorei tanto que pensei comigo "credo, até parece que morreu alguém!" e nem com auto-bullying a coisa acalmou. Estava absolutamente inconsolável. Estava bem, sem qualquer dor nas pernas, com resistência pulmonar, tinha o treino para fazer a minha marca, tinha a dieta e a hidratação, tinha o descanso necessário, tinha o corpo todo preparado para fazer a distância e um estúpido problema nos músculos intercostais foderam-me 2 meses de trabalho. 

Chorei de dor, de frustração, de raiva. Chorei porque, pela primeira vez, tinha de enviar uma mensagem ao treinador a dizer "desisti", que o nosso trabalho das ultimas semanas morreu no 17ºkm. Chorei porque me dediquei tanto, cumpri tudo e sentia o corpo tão preparado e ali estava eu, sentada num banco de um jardim, completamente lavada em lágrimas, cheia de raiva por um problema absolutamente idiota! E então, veio uma senhora brasileira ter comigo. Perguntou-me se estava bem, se precisava de assistência médica, se estava sozinha, se precisava de comer, se queria que ligasse para alguém me vir buscar, se, se, se... Sorria-lhe para agradecer e chorava porque só queria chorar... E foi embora.

Depois veio uma outra senhora, com as mesmas questões e com as mesmas preocupações. Na mesma, sorri para agradecer, mas sempre com as lágrimas pela cara abaixo...  

Depois um rapaz sentou-se no banco e pensei que fosse o meu namorado.  Disse-me chamar-se Ricardo e que era da organização. As mesmas questões e as mesmas preocupações. Sorri e chorei.

Depois veio um senhor equipado e com dorsal da maratona. Em inglês perguntou-me de onde vinha e de seguida disse-me o seu nome (que não me lembro) e acrescentou que era holandês. Uma forte dor no joelho obrigou-o a desistir da maratona e acrescentou "there's always a next one".

A primeira senhora, a brasileira, voltou a aparecer junto de mim. Trazia um bolinho e ofereceu-me. E às tantas, já chorava de estar tão comovida com a gentileza dela e das outras três.

Levantei-me do banco e fui para o outro lado da estrada. Queria apanhar sol e ficar mais resguardada. Fiquei muito comovida com a reação das pessoas que me abordaram, mas o que queria era mesmo chorar sozinha, sem ninguém me ver. 

Encostada a um muro de uma igreja, escondida por uns carros estacionados e sentir o sol a aquecer-me o corpo e alma, apareceu uma 5ª pessoa. Um senhor cujo nome não me recordo (acho que eles liam o meu nome do dorsal e talvez se sentissem  impelidos de dizer os seus), mas com um sotaque que não escondia as origens tripeiras, dizia-me que ia batizar o sobrinho naquela igreja, que fez várias meias maratonas, que gostaria muito de fazer a maratona, que o Porto é muito lindo, etc. etc. Às tantas, já era eu que o incentivava a fazer a distância e fiquei, finalmente, mais calma.

Mas voltando ao inicio do texto, o que vos posso dizer da minha experiência do Porto? Que a minha prestação foi uma valente merda, mas que todos os momentos de agonia e desespero valeram por todo o carinho que recebi e pela grande lição de humildade que trouxe comigo. Para o ano há mais.






29 de outubro de 2015

Saucony Guide 8

Este post não deverá ser considerado como um review. Não tenho conhecimentos técnicos que possam esclarecer-vos, nem tão pouco a experiência de utilização de vários modelos/marcas para realizar uma verdadeira comparação. A verdade é que desde que comecei a fazer distâncias superiores a 15km, comecei com Saucony e com Saucony continuo. Já experimentei correr com uns Asics Nimbus, mas como estranhei a "moleza" do ténis, regressei aos Saucony.

Os que possuo actualmente são o Guide 8 (modelo para pronador), adquiridos em Março deste ano. Desde então já fizeram 1.159,7km:


Destes ténis, podia falar-vos da sua estabilidade, falar-vos do seu desempenho no alcatrão, ou até mesmo da tecnologia utilizada (powergrid), mas o que opto por destacar é que, depois de ultrapassada a barreira dos 1.000km, os ténis continuam com um amortecimento e estabilidade impressionantes. O único desgaste que sinto nos ténis é na zona dos dedos dos pés onde há um ligeiro corte no têxtil e, claro, um ligeiro desgaste na sola. Não conheço a durabilidade dos ténis das outras marcas, mas se os únicos problemas dos saucony é a unhaca de fora e um desgastezito na sola, são problemas que consigo conviver muito bem.








Claro que não convém abusar da sorte. Lá porque os ténis não têm um desgaste visível, sabemos que é uma questão de tempo até o amortecimento dar de si. Mas para isso, meus caros, já temos algo em vista....









19 de outubro de 2015

Rock ‘n’ Roll Meia Maratona Vodafone RTP

Ontem, 18 de Outubro de 2015, foi dia de abraçar o desporto na capital portuguesa. Num dos maiores eventos nacionais ligados ao atletismo, a organização disponibilizou distâncias e objectivos para todos os interessados:
  • Mini Campeões EDP (dos 6 aos 13 anos);
  • Passeio MIMOSA Avós e Netos;
  • CTT Wheelchair Racing;
  • Mini Maratona EDP (distância: 6.6km);
  • Rock'n'Roll Meia Maratona Vodafone RTP;
  • Rock'n'Roll Maratona de Lisboa EDP.


À semelhança de anos anteriores, esta era uma prova que não constava nos meus objectivos, mas o meu namorado ofereceu-me um dorsal e aí a conversa foi outra. Alterações feitas ao plano de treino de forma a não penalizar objectivos futuros e lá fomos nós e mais 24 mil pessoas para a Ponte Vasco da Gama.



 Fiz muitas contas para perceber qual o ritmo que deveria fazer, pensei muito que tempo gostaria de terminar e um pouco mais sobre qual o tempo que conseguiria fazer face aos treinos que tenho realizado. Após muitas contas e reflexões conclui não conseguir concluir porra nenhuma. As únicas duas certezas que tinha era que 1) teria de fazer a prova em ritmo de competição e 2) queria descer um pouco a minha marca pessoal da meia (2h03m na Meia Maratona dos Descobrimentos - 2014). O resultado foi este:


 E o meu tempo final da Rock ‘n’ Roll Meia Maratona Vodafone RTP - 1h52m13s.



14 de outubro de 2015

Longford Marathon

Entre trabalho, férias, horários muito preenchidos e absoluta falta de vontade de escrever no blog, a verdade é que tenho estado ausente deste canto.

Desde Junho poucas novidades há para partilhar. Excepto uma... em Agosto fiz outra maratona - Irlanda - e, apesar de ter como objectivo fazer perto das 4h15 (lembrando que fiz a maratona do Porto em 4h40), consegui fazer esta prova em 3h55.




17 de junho de 2015

asics | We Are Marathoners




Porque todos gostamos de assistir, de vez em quando, a uns vídeos motivacionais, deixo-vos este da asics. E eu revi-me em muuuuuuitos dos 'factos' abordados. Maratonistas, meio-maratonistas, ultramaratonistas, 'tonistas de curta distância ou amantes da corrida, quem não se revê neste vídeo?
Bons treinos!

19 de fevereiro de 2015

Mizuno Wave Inspire

...e se pudessemos escolher os tenis apenas pelo seu design, a escolha recairia sobre os Mizuno Wave Inspire 11. Que amooooooor!!!!


16 de fevereiro de 2015

Saucony Triumph ISO




Quando em Abril do ano passado adquiri os Saucony Guide 7 (review aqui), baseei-me em muitas leituras, pesquisas, opiniões de atletas e vendedores. Sabia que os tenis que comprasse naquela altura seriam os meus companheiros de treino até à maratona do Porto. E assim foi. E assim continua. E com mais de 1200km rodados, já há muito que corro com uns defuntos nos pés. 

Este erro estúpido em conjunto com mais duas outras situações fisicas, custaram-me os treinos para a Maratona de Sevilha... No inicio dos treinos para a prova, não conseguia correr mais do 3km sem sentir uma forte dor num joelho. Num dia de treino de 12km, insisti em correr com a dor e aos 7km já não conseguia colocar o pé no chão. Os dois dias seguintes foram passados a coxear, valendo-me a desculpa do "espirito solidário" de ter o namorado em casa com o pé partido. Romance é isto mesmo: no amor e a doença, no coxeanço e na muleta.

Com os planos de recuperação em marcha, torna-se imperativo a aquisição de novos ténis. E começa assim nova ronda de pesquisas e solicitações de opiniões. Oooooora portanto, eu sou pronadora mas as minhas palmilhas de correção salvaguardam esta questão, por isso a escolha terá de recair nuns tenis neutros. E neutro é sinónimo de Saucony Triumph. E céus....  já os ando a namorar e ainda nem chegaram a Portugal!!!

Saucony Triumph ISO



E por aí, alguma sugestão para neutro, estrada e longa distância?

30 de dezembro de 2014

Meia-Maratona dos Descobrimentos & nova 'assessoria' desportiva

O registo - possível - desse grande momento!



Em relação à São Silvestre de Lisboa, era uma prova que queria muito fazer, até porque seria o terceiro ano consecutivo que participava e este ano iria acompanhar uma amiga na sua grande estreia dos 10k oficiais. 
De repente, os astros alinharam-se para boicotar a minha participação na prova: uma lesão num joelho e uma laringite que me atirou para uma cama com febre e fortes dores de cabeça (mas quem é que fica de cama com dores de garganta??? ca'menina...!).  

Com o foco na maratona no final de Fevereiro, e com o meu parceiro estendido num sofá com um pé de gesso demasiado sensual, juntar-me-ei ao barbas para puxarmos um pelo outro (ou mais ele por mim, uma vez que aquela barba atribui-lhe uma aerodinâmica não muito vulgar), ambos com objectivos pessoalmente exigentes mas distintos: eu a maratona, ele a ultra. 

Bons treinos a todos e uma óptima despedida de 2014!

23 de dezembro de 2014

Breves notas sobre o último mês

Entre trabalho, pós-graduação, trabalhos de faculdade, treinos, provas e - pouquíssima - vida social, de repente senti que o pouco tempo livre que tenho é mesmo para parar e descansar... e isso, inclui parar de escrever neste pequeno blog. 

Mas - e há sempre um "mas" -, apesar de estar esta semana de férias, acordei às 7h para despachar uns trabalhos de grupo que tenho da faculdade para fazer. E como boa estudante que sou, no momento de meter a mão na massa e começar a trabalhar, tudo se torna repentinamente mais interessante do que as matérias que preciso de estudar. 





Por isso, não existe melhor oportunidade do que actualizar o blog!

Ora então... o pós maratona está a ser uma experiência frustrante que servirá de grande aprendizagem. Fazendo um balanço das últimas semanas, diria que cumpri cerca de 40% do plano de treinos previsto. O que me deixa irritada, mas, e à semelhança da imagem lá de cima, tudo serve de desculpa: ou porque estou cansada, ou porque está frio, ou porque chove, ou porque me dói a cabeça, ou porque me doí o joelho, ou porque não tenho provas, ou porque não tenho objectivos, ou porque o meu iPhone morreu e com ele descansa em paz o Runtastic, ou porque o Sócrates foi preso, etc. 

Mas nem tudo são trevas, também existem para aqui umas rositas, como por exemplo, o meu novo RP na meia-maratona dos Descobrimentos. Com treinos a meio gás e seis semanas depois dos meus primeiros 42km, ainda consegui tirar 16' do meu tempo oficial para a Meia-Maratona de Setúbal (2h19). My newest PR is - 2h03! Et voilá! Depois, ia-me dando uma coisinha má quando vi que no meu diploma da prova organizada pela Xistarca apenas consta o tempo geral, em vez do tempo de chip - e que são mais 3'. Boa... 

Agora, e em jeito de conclusão, porque o super-ego começa aqui a chatear-me a "dizer" que tenho de ir trabalhar, só mais duas notas:
  1. Há 4 meses o meu pai (com 64 anos) lesionou-se seriamente num dos meniscos, obrigando-o a suspender de imediato qualquer tipo de treino e os treinos para a maratona do Porto ficaram por ali. Encontra-se ainda a recuperar. Ontem... foi o meu parceiro mais novo. O MS acabou de fracturar um tornozelo e também os treinos dele para a maratona ficam agora suspensos. Com uma motivação ali a bater nos 30% e sem parceiros de treino, não sei como vou conseguir atingir a nota seguinte...
  2. e a nota seguinte é..... tã-tã-tã-tãaaaaaaaaaa Zurich Maratón Sevilla 2015! Ainda perguntei ao treinador se a de Madrid podia ser uma alternativa, ao que respondeu "tem juizinho e faz primeiro a de Sevilha. A de Madrid ainda é muito difícil para ti". ¡Vale entrenador!
Bom, por ora chega de converseta que preciso de despachar trabalho. Espero que vocês estejam todos/as bem e que a única baixa por aqui seja mesmo a do MS (até porque este, eu posso dar miminhos, ehehe) (ou puxar as orelhas, porque quem manda partir uma perna e estragar a minha companhia nos treinos? não se faz, não se faz....!).

Até breve companheiros/as!

21 de novembro de 2014

O que muda na tua vida para te tornares num maratonista?

Para quem pensa fazer uma maratona (ou qualquer outro desporto de alta resistência) e gostaria de saber concretamente o investimento necessário fazer, Giselli Souza (jornalista e maratonista brasileira) explica na perfeição todas as transformações que ocorrem para a preparação desta prova. Sacrifício diriam muitos, modo de vida diriam os demais. E eu revejo-me em cada palavrinha dela...
Acordar cedo ou dormir tarde deixará de ser um martírio. Vc vai correr uma maratona. Esqueça os happy hours às sextas-feiras. Os sábados à tarde também não serão mais os mesmos. Principalmente no início. A fome será uma constante e será legal se vc aprender a comer certo. A busca pelos equipamentos perfeitos para os treinos não vai parar. Vc passará a ter, no mínimo, dois pares de tênis. Por mais que vc use cremes anti-atrito,  vc nunca sai ilesa de um treino de 30km. As planilhas passam a dar medo, mas servem tb como estímulo para continuar. Vc vai chorar como um bebê assistindo Spirit of Marathon. O dia da tão sonhada largada vai ser um sonho frequente. Vc vai tentar imaginar o momento da chegada dezenas de vezes. Em vão. A busca pelo setlist perfeito não irá parar. E vc vai ouvir várias vezes a mesma música. O espírito Rock Balboa vai baixar em vc no dia do treino gelado, na chuva fina e solitário. Os alimentos que passará a consumir serão recomendados por um nutricionista. Vc ficará mais cuidadosa com a sua saúde e vai querer estar com os exames em dia. Suas pernas ficarão mais torneadas com o passar dos Kms. O seu paladar irá mudar com o consumo frequente de suplementos. Seu sono será sagrado e muitas vezes vc vai desmarcar compromissos só para dormir. Suas amigas vão dizer que vc enlouqueceu e só pensa e fala de corrida. Vc vai se apaixonar tanto pelo esporte que poderá criar um blog pra dividir a sua paixão. Vai conhecer pessoas muito diferentes, que jamais teria contato se não fosse a corrida. Sua vida, trabalho, afazeres domésticos e pessoais serão cronometrados. O treino passará a ser o seu momento de diversão, terapia e meditação com vc. Correndo na rua, passará a ver a natureza sob outro olhar. Os longões serão sagrados e faltar a algum deles, só por motivo de doença. Se for preciso, vc irá acordar de madrugada para treinar ou irá tarde da noite. Se ainda não é, vai virar marmiteira. Suas unhas dos pés não serão mais as mesmas. O ponteiro  da balança sempre vai cair no período mais intenso do treinamento. Vc vai testar dezenas de bermudas, shorts e saias. Mas correrá sempre com a mesma roupa. O relógio passará a ser um mini-computador de bordo. Com o tempo, vai perder o contato com alguns amigos que não correm. As noitadas longas ficarão no passado. O bocejo chega cada vez mais cedo. Por mais que vc cuide, seus cabelos estarão sempre cheios de nós depois do longão. Se vc não gostava de musculação, passará a curtir só pra correr melhor. Sua leitura passará a ser de corrida e as mídias sociais lotadas de amigas corredoras. Suas fotos no instagram serão dos seus treinos. As do facebook também. Os cremes hidratantes passarão a ser de arnica. Vc precisa relaxar porque amanhã tem treino. Vc passará tb a andar com lenços umedecidos. Nem sempre dá tempo de tomar banho. As rodagens serão longas, mesmo durante a semana e no dia que vc tem reunião no trabalho. Vc será arrebatada por um misto de segurança, incerteza, amor e medo na véspera da prova. E vai perceber que a sua vida realmente mudou para sempre. Quando é a próxima? 

18 de novembro de 2014

Próximo desafio | maratona de Madrid ou Sevilha?

Estou tão indecisa em relação à localização do próximo desafio... Agora que já sei que consigo correr a distância da maratona, quero começar a trabalhar para ter um tempo mais simpático e mais agradável para as articulações. Quero fazer uma prova no primeiro semestre do próximo ano e estou muito inclinada em ir a terras castelhanas. A indecisão, neste momento, é entre Madrid e Sevilha... Será que alguém me pode aconselhar? Alguém que se cruze com este blog e tenha conhecimento destas duas provas, poderá ajudar-me? Pleeeaaase...! 






17 de novembro de 2014

Um Olá e a Maratona do Porto

Eu sei que tenho andando muito distante deste blog, mas a verdade é que tenho tido tanto trabalho que os poucos momentos que tenho para descansar só quero vegetar em frente de uma TV qualquer a ver um programa sem interesse que não puxe pelo raciocínio. 

Muita coisa aconteceu desde o último post, mas acima de tudo gostaria de partilhar convosco que consegui completar a minha primeira maratona! Tinha estimado fazer a prova entre 4h45 e as 5h, mas consegui terminar com um tempo abaixo disso - 4h40. Prova superada!

E tanta coisa que tinha para vos contar sobre esse dia, sobre a sua véspera e pós-prova, mas acho que deixo para um outro dia. Por ora, venho mesmo só deixar-vos um beijinho e algumas imagens. 




O meu relógio GPS e o relógio GPS do Mustache. É muito charme numa única foto














1 de outubro de 2014

Balanço do mês de Setembro

E no mês dos Virgens e Balanças temos..... tã-tã-tã-tãaa:






O mês de Setembro teve algumas trocas nos planos, designadamente com um treino longo num sábado e com a Corrida do Tejo no dia 14 de Setembro (sem treino longo nesse fim-de-semana). Nas terças dias 16 e 23, foram os dias em que ocorreram os temporais e não quis ir tomar duche para a rua. A alternativa foi mesmo fazer o mesmo tempo estipulado no plano, mas em bicicleta estática (ergometer). 

Que venha Outubro!


29 de setembro de 2014

Compressport Full Leg

Com o aumento de carga nos treinos longos, vêm inevitavelmente as consequências. Para além das dorzinhas que aparecem nas articulações, tenho sentido - e muito! - as pernas muito pesadas no final destes treinos. Pesadas e presas, o que me obriga a dedicar uns bons 20/30minutos só para alongar bem as malditas. 

Agora a ler um pouco sobre este assunto, deparei-me com, o que parece ser, excelente complemento aos alongamentos pós-treino: as Compressport Full Leg. De acordo com o site:

Recuperação melhoradaAs Compressport FULL LEG aceleraram o retorno venoso, eliminando as toxinas que se possam ter acumulado e melhorando a oxigenação muscular. Este processo reduz a possibilidade de "rigidez" muscular inerente a esforços longos ou de alta intensidade. O dano muscular é reparado com mais rapidez e poderá treinar e competir novamente com pernas "frescas".






pvp. 85€


À partida, fazem-me lembrar as meias de descanso cirúrgicas mas com um style mais desportivo. Não sei se é a mesma coisa, mas a verdade é que fiquei com vontade de experimentar. Algum de vocês já experimentou? E em caso afirmativo, recomendam?


26 de setembro de 2014

Atletas que nos inspiram...

Não aguentei e tive de roubar este video à Piolha porque, quando nos perguntam o porquê de levantar tão cedo, de ter tanta atenção à alimentação, de levar o corpo, muitas vezes ao seu limite, apenas para ser 2" mais rápido, por todas essas e outras questões... este é o motivo:


23 de setembro de 2014

A importância das palmilhas

Todos temos uma ligeira diferença no tamanho de uma perna para a outra. É normal. Mas no meu caso, essa diferença é bastante para quem está a realizar cargas elevadas de treino. Por isso, no seguimento deste post, fui recentemente terminar a fase de adaptação às palmilhas, tendo a compensação necessária (sem ser exacta) para evitar lesões no futuro. Foram mais cerca de 0,5cm de compensação, numas palmilhas que já tinham cerca de 1cm de compensação. Apenas para relembrar: tenho exactamente 1,70 cm de diferença. Yo soy muyyyyy coxa.


15 de setembro de 2014

Corrida do Tejo | Novo RP

Tinha decidido baixar o meu RP dos 10k e considerei que a Corrida do Tejo seria uma boa prova para o fazer. Sentia-me ansiosa pelo dia e queria perceber se os treinos estariam a fazer alguma diferença na minha velocidade. 

Numa fase inicial, admito que até ponderei fazer a prova em 53', mas depois de alguns comentários vossos aqui no blog e em conversa com amigos atletas com bastante experiência, o pensamento foi "estás a treinar resistência e não velocidade". Por isso, considerei que 55' seria um tempo aceitável e ainda tirava 2' ao meu RP. E assim foi... fiz as contas e percebi que tinha de fazer uma passada entre os 5' e os 6' (nas subidas). 





Decidimos partir mesmo no final e fomos praticamente os últimos a cruzar a linha de partida. Fizemos o que o Mustache tinha sugerido - deixar a malta toda arrancar até dispersar facilitando, deste modo, a "ultrapassagens". Foi uma boa técnica, mas para a próxima quero experimentar partir mais à frente. Cruzámos a partida juntos, mas seguimos a prova separados, pois cada um tentou bater o seu RP (o dele era bastante mais baixo que o meu).

E a corrida correu super bem! Todos esperávamos chuva, mas o sol espreitou e o calor fez-se sentir. Ainda assim, a prova correu-me muito bem e senti-me tão bem... nada fatigada, nada desmotivada (nem com o calor, vejam só), só eu e a minha prova, concentrada na minha passada e respiração, no meu tempo e nas ultrapassagens (e não sejam mauzinhos, tudo bem que não ia muito rápido, mas quando se parte no final há sempre muitas ultrapassagens a fazer, pois há sempre muita malta a fazer caminhada). Ainda consegui encontrar a piolhita e a Eve e senti-me tentada em continuar com elas, mas o foco era mesmo baixar os tempos... e assim foi. Beijinho numa, palmada no rabo da outra e segui em frente. 

E o resultado? 

Tempo final - 1:02:37
Tempo chip - 54'35"


Tendo em conta que o meu melhor tempo nos 10k foi na Corrida do Benfica, com 57'03", parece-me que menos quase 3' não parece ser nada mau. E vocês, foram à prova? Como correu?


11 de setembro de 2014

Corrida do Tejo 2014 | Reunião de amigos



No próximo domingo irá decorrer mais uma versão da Corrida do Tejo e, se São Pedro estiver para aí virado, será um dia para lá espectacular! Caso chova a potes, o dia fica apenas ali no fantástico... Isto porque, há já alguns meses que não participo numa prova de 10k e estou ansiosa para ver se os meses de treinos que já levo terão alguma influência no meu resultado, ou não. Eu tenho uma passada lenta e o meu RP oficial é 57', uma miséria portanto. 

E não é apenas por tentar reduzir esta marca inglória de tartaruga que estou ansiosa. Pela primeira vez, irão reunir-se uma série de amigos virtuais que acompanhamos diariamente em blogs ou no instagram e que, por acaso e sem combinarmos, percebemos que praticamente todos estávamos inscritos na mesma prova. Relações que deixarão de ser virtuais e passarão para a vertente mais pessoal. 

Fadas, gafanhotos, piolhos, sportinguistas, barbas, românticos, mães de bebés, mães de gatos, todos juntos pela primeira vez, no mesmo espaço e de ténis calçados!