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18 de dezembro de 2015

58º Grande Prémio do Natal EDP 2015

Na minha calendarização da temporada 2015/2016 não constam provas de 10km, com excepção da São Silvestre de Lisboa que já faz parte da "minha tradição" desportiva como um momento de diversão com amigos e familiares. 

Contudo, na semana passada ofereceram-me uma inscrição para o 58º Grande Prémio do Natal EDP que decorreu no domingo e lá fui eu e mais o meu namorado e aproveitei para ter um novo tempo oficial aos 10km. E o que dizer desta prova? Que percurso mais cínico, Jesus Credo!!!!! Uma pessoa até sabe que tem umas subiditas por causa dos túneis, que do Campo Grande ao Saldanha é uma ligeira subida e que se faz tão bem a conduzir, mas a correr... ?

Contava bater a minha marca pessoal que, até então, era de 54'35" da Corrida do Tejo de 2014. Queria ter feito melhor tempo, mas o facto de termos partido na cauda do pelotão (erro crasso!) não facilitou o objectivo. Mas, é Natal e coiso e tal e o que interessa é que fiz os 10km em 47:00.




Mas lá que fiquei com vontade de fazer uma prova fácil de 10km para ver quanto tempo consigo, fiquei...

16 de dezembro de 2015

Meia-Maratona dos Descobrimentos 2015

Pela segunda vez participei na Meia-Maratona dos Descobrimentos e tornou-se daquelas provas que vou querer repetir sempre que seja possível. O percurso é lindíssimo e fácil, o período em que decorre (inicio de Dezembro) é propicio a temperaturas agradáveis para a corrida e o ambiente é muito digno do espírito do atletismo. 


No meu caso especifico, confesso que encarava esta prova de forma ambivalente: se por um lado gostaria de bater a minha marca feita na Rock ‘n’ Roll Meia Maratona Vodafone RTP 2015 (1h52m13s), por outro estava com um medo enorme que voltasse a acontecer o que aconteceu na Maratona do Porto.  Decidi não arriscar e organizar a prova da seguinte forma: durante os primeiros 15km iria a um ritmo relativamente confortável; do 15ºkm ao 18ºkm intensificava um pouco mais o ritmo; e a partir do 19ºkm, aí sim, seria para rebentar, pois se tivesse novamente o problema nos músculos intercostais conseguiria aguentar a dor provocada durante os 2 últimos km. 

E assim fiz. E nem correu muito mal. Não fiz o tempo que pretendia, mas alcancei o objectivo de descer a minha marca pessoal:
  • Meia-Maratona dos Descobrimentos 2014 - 2:03
  • Rock ‘n’ Roll Meia Maratona Vodafone RTP 2015- 1:52
  • Meia-Maratona dos Descobrimentos 2015 - 1:49
Queria apenas fazer uma pequena observação à organização da prova. A Xistarca não é propriamente conhecida pela sua capacidade exemplar de organização de eventos desportivos, mas fiquei muito surpreendida com a organização este ano - 5 estrelas!

13 de novembro de 2015

Maratona do Porto 2015 | A minha experiência

E o que vos posso eu dizer sobre esta prova? Que desisti.

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Depois da Maratona de Longford  comecei a preparar a do Porto e foram três meses de muito treino, de muito sacrifício, algumas dores, de resultados que teimaram a aparecer, de expectativas, enfim, de tudo o que implica a preparação para esta distância. E eu, que nestas coisas até sou beta-que-dói e cumpro 95% que o treinador manda (sendo que os restantes 5% são uma espécie de erro para chocolates, TPM, colegas que oferecem chocolates, dias de chuva torrencial, chocolates que aparecem na gaveta do trabalho, idas à osteopata e que obrigam a paragens de 3 dias, etc), tive mesmo de interromper a prova. 

No inicio colei-me à lebre referente ao meu tempo e por aí fui sempre com ela debaixo de olho. O ritmo estava bem encaixado, sem forçar muito (mas também não ia a comer gelados...) e sempre a fugir para as bermas da estrada de forma a desviar-me da multidão e acompanhar o balão. Até que aos 5km comecei a sentir uma dor nas costelas, uma dor que conheci 4 semanas antes da prova e que me obrigou então a uma visita à osteopata. Ela fez o que tinha a fazer e não voltei a sentir dor, até àquele momento. A partir de então, foi um constante dialogo dentro de mim, a avaliar as hipóteses de continuar a seguir o balão, descer o ritmo ou ficar por ali mesmo.

Quando cheguei ao km10, já mal conseguia respirar e a dor nas costelas propagou-se ao ombro e braço do mesmo lado. Nessa altura, encontrei o meu pai e o meu namorado (ambos a recuperar ritmo de treino após lesões graves) que, apesar de inscritos na Maratona, iam fazer cerca de 20km. Quando os encontrei e lhes contei o que se estava a passar, conseguiram replicar exactamente o que se passava dentro da minha cabeça: um dizia que se estava com muitas dores, não devia força e devia parar; o outro dizia para baixar o ritmo ao mínimo e terminar a prova. E foi aqui que comecei a ficar muito emocionada.  

Desistir era a hipótese menos provável. Nunca o tinha feito antes e  - achava eu - também não seria naquela. Como o meu pai ainda está com um ritmo de corrida muito baixo, o meu namorado decidiu acompanhar-me durante uns km para não ficar sozinha e apoiar-me até ganhar nova motivação. Esperámos pelo balão seguinte e lá fomos nós. Mas apesar do ritmo mais reduzido, apesar das tentativas dele para me distrair, a verdade é que a dor era cada vez mais intensa e dificuldade de respirar cada vez maior. Passei os 15km e precisei de parar durante mais uns instantes para conseguir controlar a dor. 

Então tive de reconhecer o que era evidente... não conseguiria terminar a prova, nem tão pouco valeria apena continuar a sujeitar o corpo a tamanho sofrimento. Estava no km15 e decidi que o meu prémio de consolação seria pelo menos fazer a meia distância. Lá retomamos os dois a corrida, mas por esta altura já as lágrimas me escorriam pela cara abaixo... até que aos 17km parei, saí da estrada, sentei-me num banco do jardim e chorei.

O meu pai encontrou-nos e pedi-lhes para ficar sozinha. Precisava de recuperar, de pensar, de perceber o que tinha acontecido. Quando eles partiram, foi o descalabro... chorei muito, mas mesmo muito. Chorei tanto que pensei comigo "credo, até parece que morreu alguém!" e nem com auto-bullying a coisa acalmou. Estava absolutamente inconsolável. Estava bem, sem qualquer dor nas pernas, com resistência pulmonar, tinha o treino para fazer a minha marca, tinha a dieta e a hidratação, tinha o descanso necessário, tinha o corpo todo preparado para fazer a distância e um estúpido problema nos músculos intercostais foderam-me 2 meses de trabalho. 

Chorei de dor, de frustração, de raiva. Chorei porque, pela primeira vez, tinha de enviar uma mensagem ao treinador a dizer "desisti", que o nosso trabalho das ultimas semanas morreu no 17ºkm. Chorei porque me dediquei tanto, cumpri tudo e sentia o corpo tão preparado e ali estava eu, sentada num banco de um jardim, completamente lavada em lágrimas, cheia de raiva por um problema absolutamente idiota! E então, veio uma senhora brasileira ter comigo. Perguntou-me se estava bem, se precisava de assistência médica, se estava sozinha, se precisava de comer, se queria que ligasse para alguém me vir buscar, se, se, se... Sorria-lhe para agradecer e chorava porque só queria chorar... E foi embora.

Depois veio uma outra senhora, com as mesmas questões e com as mesmas preocupações. Na mesma, sorri para agradecer, mas sempre com as lágrimas pela cara abaixo...  

Depois um rapaz sentou-se no banco e pensei que fosse o meu namorado.  Disse-me chamar-se Ricardo e que era da organização. As mesmas questões e as mesmas preocupações. Sorri e chorei.

Depois veio um senhor equipado e com dorsal da maratona. Em inglês perguntou-me de onde vinha e de seguida disse-me o seu nome (que não me lembro) e acrescentou que era holandês. Uma forte dor no joelho obrigou-o a desistir da maratona e acrescentou "there's always a next one".

A primeira senhora, a brasileira, voltou a aparecer junto de mim. Trazia um bolinho e ofereceu-me. E às tantas, já chorava de estar tão comovida com a gentileza dela e das outras três.

Levantei-me do banco e fui para o outro lado da estrada. Queria apanhar sol e ficar mais resguardada. Fiquei muito comovida com a reação das pessoas que me abordaram, mas o que queria era mesmo chorar sozinha, sem ninguém me ver. 

Encostada a um muro de uma igreja, escondida por uns carros estacionados e sentir o sol a aquecer-me o corpo e alma, apareceu uma 5ª pessoa. Um senhor cujo nome não me recordo (acho que eles liam o meu nome do dorsal e talvez se sentissem  impelidos de dizer os seus), mas com um sotaque que não escondia as origens tripeiras, dizia-me que ia batizar o sobrinho naquela igreja, que fez várias meias maratonas, que gostaria muito de fazer a maratona, que o Porto é muito lindo, etc. etc. Às tantas, já era eu que o incentivava a fazer a distância e fiquei, finalmente, mais calma.

Mas voltando ao inicio do texto, o que vos posso dizer da minha experiência do Porto? Que a minha prestação foi uma valente merda, mas que todos os momentos de agonia e desespero valeram por todo o carinho que recebi e pela grande lição de humildade que trouxe comigo. Para o ano há mais.






19 de outubro de 2015

Rock ‘n’ Roll Meia Maratona Vodafone RTP

Ontem, 18 de Outubro de 2015, foi dia de abraçar o desporto na capital portuguesa. Num dos maiores eventos nacionais ligados ao atletismo, a organização disponibilizou distâncias e objectivos para todos os interessados:
  • Mini Campeões EDP (dos 6 aos 13 anos);
  • Passeio MIMOSA Avós e Netos;
  • CTT Wheelchair Racing;
  • Mini Maratona EDP (distância: 6.6km);
  • Rock'n'Roll Meia Maratona Vodafone RTP;
  • Rock'n'Roll Maratona de Lisboa EDP.


À semelhança de anos anteriores, esta era uma prova que não constava nos meus objectivos, mas o meu namorado ofereceu-me um dorsal e aí a conversa foi outra. Alterações feitas ao plano de treino de forma a não penalizar objectivos futuros e lá fomos nós e mais 24 mil pessoas para a Ponte Vasco da Gama.



 Fiz muitas contas para perceber qual o ritmo que deveria fazer, pensei muito que tempo gostaria de terminar e um pouco mais sobre qual o tempo que conseguiria fazer face aos treinos que tenho realizado. Após muitas contas e reflexões conclui não conseguir concluir porra nenhuma. As únicas duas certezas que tinha era que 1) teria de fazer a prova em ritmo de competição e 2) queria descer um pouco a minha marca pessoal da meia (2h03m na Meia Maratona dos Descobrimentos - 2014). O resultado foi este:


 E o meu tempo final da Rock ‘n’ Roll Meia Maratona Vodafone RTP - 1h52m13s.



14 de outubro de 2015

Longford Marathon

Entre trabalho, férias, horários muito preenchidos e absoluta falta de vontade de escrever no blog, a verdade é que tenho estado ausente deste canto.

Desde Junho poucas novidades há para partilhar. Excepto uma... em Agosto fiz outra maratona - Irlanda - e, apesar de ter como objectivo fazer perto das 4h15 (lembrando que fiz a maratona do Porto em 4h40), consegui fazer esta prova em 3h55.




23 de dezembro de 2014

Breves notas sobre o último mês

Entre trabalho, pós-graduação, trabalhos de faculdade, treinos, provas e - pouquíssima - vida social, de repente senti que o pouco tempo livre que tenho é mesmo para parar e descansar... e isso, inclui parar de escrever neste pequeno blog. 

Mas - e há sempre um "mas" -, apesar de estar esta semana de férias, acordei às 7h para despachar uns trabalhos de grupo que tenho da faculdade para fazer. E como boa estudante que sou, no momento de meter a mão na massa e começar a trabalhar, tudo se torna repentinamente mais interessante do que as matérias que preciso de estudar. 





Por isso, não existe melhor oportunidade do que actualizar o blog!

Ora então... o pós maratona está a ser uma experiência frustrante que servirá de grande aprendizagem. Fazendo um balanço das últimas semanas, diria que cumpri cerca de 40% do plano de treinos previsto. O que me deixa irritada, mas, e à semelhança da imagem lá de cima, tudo serve de desculpa: ou porque estou cansada, ou porque está frio, ou porque chove, ou porque me dói a cabeça, ou porque me doí o joelho, ou porque não tenho provas, ou porque não tenho objectivos, ou porque o meu iPhone morreu e com ele descansa em paz o Runtastic, ou porque o Sócrates foi preso, etc. 

Mas nem tudo são trevas, também existem para aqui umas rositas, como por exemplo, o meu novo RP na meia-maratona dos Descobrimentos. Com treinos a meio gás e seis semanas depois dos meus primeiros 42km, ainda consegui tirar 16' do meu tempo oficial para a Meia-Maratona de Setúbal (2h19). My newest PR is - 2h03! Et voilá! Depois, ia-me dando uma coisinha má quando vi que no meu diploma da prova organizada pela Xistarca apenas consta o tempo geral, em vez do tempo de chip - e que são mais 3'. Boa... 

Agora, e em jeito de conclusão, porque o super-ego começa aqui a chatear-me a "dizer" que tenho de ir trabalhar, só mais duas notas:
  1. Há 4 meses o meu pai (com 64 anos) lesionou-se seriamente num dos meniscos, obrigando-o a suspender de imediato qualquer tipo de treino e os treinos para a maratona do Porto ficaram por ali. Encontra-se ainda a recuperar. Ontem... foi o meu parceiro mais novo. O MS acabou de fracturar um tornozelo e também os treinos dele para a maratona ficam agora suspensos. Com uma motivação ali a bater nos 30% e sem parceiros de treino, não sei como vou conseguir atingir a nota seguinte...
  2. e a nota seguinte é..... tã-tã-tã-tãaaaaaaaaaa Zurich Maratón Sevilla 2015! Ainda perguntei ao treinador se a de Madrid podia ser uma alternativa, ao que respondeu "tem juizinho e faz primeiro a de Sevilha. A de Madrid ainda é muito difícil para ti". ¡Vale entrenador!
Bom, por ora chega de converseta que preciso de despachar trabalho. Espero que vocês estejam todos/as bem e que a única baixa por aqui seja mesmo a do MS (até porque este, eu posso dar miminhos, ehehe) (ou puxar as orelhas, porque quem manda partir uma perna e estragar a minha companhia nos treinos? não se faz, não se faz....!).

Até breve companheiros/as!

17 de novembro de 2014

Um Olá e a Maratona do Porto

Eu sei que tenho andando muito distante deste blog, mas a verdade é que tenho tido tanto trabalho que os poucos momentos que tenho para descansar só quero vegetar em frente de uma TV qualquer a ver um programa sem interesse que não puxe pelo raciocínio. 

Muita coisa aconteceu desde o último post, mas acima de tudo gostaria de partilhar convosco que consegui completar a minha primeira maratona! Tinha estimado fazer a prova entre 4h45 e as 5h, mas consegui terminar com um tempo abaixo disso - 4h40. Prova superada!

E tanta coisa que tinha para vos contar sobre esse dia, sobre a sua véspera e pós-prova, mas acho que deixo para um outro dia. Por ora, venho mesmo só deixar-vos um beijinho e algumas imagens. 




O meu relógio GPS e o relógio GPS do Mustache. É muito charme numa única foto














11 de setembro de 2014

Corrida do Tejo 2014 | Reunião de amigos



No próximo domingo irá decorrer mais uma versão da Corrida do Tejo e, se São Pedro estiver para aí virado, será um dia para lá espectacular! Caso chova a potes, o dia fica apenas ali no fantástico... Isto porque, há já alguns meses que não participo numa prova de 10k e estou ansiosa para ver se os meses de treinos que já levo terão alguma influência no meu resultado, ou não. Eu tenho uma passada lenta e o meu RP oficial é 57', uma miséria portanto. 

E não é apenas por tentar reduzir esta marca inglória de tartaruga que estou ansiosa. Pela primeira vez, irão reunir-se uma série de amigos virtuais que acompanhamos diariamente em blogs ou no instagram e que, por acaso e sem combinarmos, percebemos que praticamente todos estávamos inscritos na mesma prova. Relações que deixarão de ser virtuais e passarão para a vertente mais pessoal. 

Fadas, gafanhotos, piolhos, sportinguistas, barbas, românticos, mães de bebés, mães de gatos, todos juntos pela primeira vez, no mesmo espaço e de ténis calçados!

17 de junho de 2014

16 de junho de 2014

Corrida Jumbo

Fazendo jus aos objectivos delineados no inicio deste ano, cumprimos a prova de Junho - Corrida Jumbo | Circuito do Estoril (10k). 

A participação nesta prova foi muito importante para mim, porque, simplesmente, alguma coisa correu mal. Com um mês de treinos específicos cumpridos, e tendo em conta o meu record pessoal dos 10k em 56'30'', apontei as forças para os 55'. Sabia que ia apanhar muito calor (temperatura esperada de 27 graus), o circuito não tem sombras e com algumas subidas, por isso tentei gerir a prova da seguinte forma: primeiros 5k a passo leve/moderado, reduzir o tempo dos 5k aos 8k e dar o máximo nos últimos 2k. Santa ignorância.... 








Começamos a prova bem, a passo levezinho; nada de acelerar porque estava muito valor; plano a ser cumprido. Foi inevitável pisar aquele alcatrão e não pisar as chicanes e a cada ultrapassagem fazer para mim mesma o som "vrrruuuuuummmmmm". E eis que chego aos 5k e olhei para o relógio - 30' e pensei "já fizeste m#rda....!". Acelerei um pouco o ritmo, sempre com medo do calor. Ultrapassagem aqui, vrrrruuuuummmm para ali (muitas pessoas nesta altura já caminhavam) e chego aos 8k e só dizia para mim "p#ta de prova que nunca mais acaba!!!" (eu tenho uma clara tendência para o asneirismo quando estou chateada/frustrada/irritada). E foi exactamente no 8k que estoirei... a respiração ficou muito ofegante, a cabeça já pedia para parar, mas as pernas ainda respondiam. Tentei controlar o melhor que consegui a respiração (bendito yoga!) e no último quilometro - a subir - acelerei o máximo que consegui, na esperança de terminar a prova abaixo da 1h. 

Tempo runtastic - 1:00:03
Tempo chip - 59'35''



É verdade que posso pensar na temperatura que se fazia sentir, na ausência de sombras e até nas subidas, mas confesso que este tempo me deixou bastante frustrada, principalmente quando penso que já cumpri um mesociclo de treinos (quatro a cinco treinos semanais) e que há três meses, com uma chuvada que me deixou toda ensopada, fiz menos 3' na corrida do Benfica. Perante este sentimento, é inevitável perguntar "o que falhou?"... E a resposta: falhou uma série de variáveis (metereologia, má alimentação, primeira prova com palmilhas, subidas, etc), mas a que teve mais peso foi, a meu ver, a negligência de uma parte fundamental do plano: as séries. Tenho-me concentrado muito na resistência e nos treinos localizados, mas relevado para segundo plano as séries. Em treinos com indicação de séries de 4' a velocidade mais rápida/máxima , talvez faça 2', ou até 1'30". Grande lição a retirar desta prova: cumprir sempre o que o treinador escreve e deixar-me de queixinhas. Está na hora de dedicar-me mais às fibras rápidas. Insiste, persiste, mas não desiste!











6 de junho de 2014

Corrida Solidária Bosch | Passatempo "Corro, Logo Existo"


Pelo terceiro ano consecutivo, a Bosch Portugal vai realizar, a 29 de Junho, a Corrida Solidária Bosch e espera voltar a encher a cidade de  Aveiro, à semelhança do que aconteceu nas últimas edições, que foram marcadas pelo sucesso, tanto ao nível de participantes como do valor angariado para várias instituições de solidariedade social de âmbito local e nacional. 

Organizada com parceiros locais, nomeadamente as Câmaras Municipais de Aveiro e Ílhavo, a Universidade de Aveiro e a Associação Industrial do Distrito de Aveiro, a iniciativa contou, nas edições anteriores, com mais de 3.000 participantes, e entregou cerca de 90 mil euros a instituições locais e nacionais. 

Este ano, o objetivo passa por ultrapassar o valor angariado em cada edição dos anos anteriores e garantir, desta forma, que instituições que apoiam crianças em risco e precariedade, tenham acesso a uma meios fulcrais para o seu crescimento, sendo o valor angariado através do apoio de parceiros e das inscrições é totalmente revertido a favor de cinco instituições: uma instituição de âmbito nacional e as restantes quatro de âmbito local.

Esta prova é assim uma oportunidade para que os atletas nela participantes, não só saiam beneficiados quer pela felicidade que a corrida lhes traz, quer pelos benefícios para a saúde resultantes da prática desta atividade, como estarão ainda ajudar instituições que apoiam crianças em situação de risco.

Incluída na programação do Ria de Aveiro Weekend, esta corrida liga as cidades de Aveiro e Ílhavo no percurso da corrida de 10km e da caminhada de 4km. 


Corro, Logo Existo, com o apoio da Organização do evento está a oferecer 3 dorsais para a corrida, aos três primeiros atletas que enviem um email para o endereçocorrologoexisto@gmail.com com o título "Passatempo Corrida Solidária Bosch" indicando quais as 5 instituições que vão ser apoiadas na edição deste ano e tenham feito LIKE na página do Facebook do Corro, Logo Existo, pelo que no mail deverá constar uma foto da página pessoal do atleta mostrando o LIKE na página do Corro, Logo Existo.


12 de maio de 2014

Novidades

Desculpem a ausência, mas estive de férias e seguiu-se uma ligeira depressão pós-férias. Já cá estamos e estamos com óptimas novidades! A ver:

1. Ontem, dia 11 de Maio, participei na 25ª Meia Maratona Internacional de Setúbal (já faço um post sobre esta prova)

2. Já temos treinador para a maratona! Falaram-me de bastantes, procurei alguns, mas queria apenas um. E consegui o que queria. Ainda ponderei a hipótese de treinar sem monitorização, pois temos muitos meses pela frente e eu gosto de estudar e pesquisar treinos, dicas, sugestões. Mas tendo o acompanhamento de alguém mais experiente, que me possa indicar os meus erros sem chegar ao ponto da "tentativa e erro", deixa-me realmente mais tranquila...

Posto isto, meus queridos e minhas queridas, já com o plano de treino na mão (e alguns de vocês já o viram), bem posso mudar o nome deste blog para 6 a.m.


21 de abril de 2014

Maratona de Boston

E já começou. No serviço - onde vos escrevo este post - vou ouvindo e espreitando a evolução da prova.

E olha só o que, entretanto, encontrei:

Edição limitada Saucony Boston 


15 de abril de 2014

Cork Trail Running 2014

No próximo dia 27 irá realizar-se o Cork Trail Running 2014, um evento organizado pelo Coruche Outdoor Adventure Club e que possui 3 distâncias distintas: Trail (22km), Mini-Trail (12km) e Caminhada (6km).

De acordo com a organização, esta prova revela as seguintes características:
- percurso constituído por zonas rápidas que alternam com zonas de Trilhos bastante técnicos e outros locais com um desnível acentuado (começo a achar que está na altura de arranjar um treinador para me instruir em relação às técnicas)
 - altimetria


Para quem tiver interesse em participar nesta prova e ainda não tenha realizado a sua inscrição, pode ser interessante saber que a organização retirou o período de inscrições com aumento do preço inicial e irá manter o valor até ao último dia para realizar inscrições (i.e., 12€).

Deixo-vos o video disponibilizado pela organização com partes do percurso. 





14 de abril de 2014

Montejunto Trail 2014

Decorreu ontem, na serra de Montejunto, o Montejunto Trail 2014, uma prova composta por caminhada (10km), trail curto (21,5km) e trail longo (37,6km). Inscrevi-me no trail curto e, de acordo com a organização da prova, estas eram as suas características:

Distância: 21,5 KM
Diferenças de Altitude: 580 metros (Altitude desde 71 metros para 651 metros)
Subida Acumulada: 1010 metros
Descida Acumulada: 860 metros
Grau de Dificuldade: Dificil
Duração Apróximada: 2 .30h



Portanto, sabia que ia ser uma prova difícil e também sabia que não ia fazer o tempo estimado pela organização (i.e., 2h30). Dadas características do terreno e da altitude - e porque não sou, e dificilmente serei,  rápida na corrida - apontei fazer uma media de 5km por hora. Devagarinho, com segurança e desfrutando das paisagens, pois aqui ninguém é profissional e não corro por qualquer equipa, por isso não quero sentir a pressão dos tempos. 

E assim lá fomos. A prova deveria ter inicio às 9h com o trail longo e às 9h15 com o trail curto, mas devido à estupidez de alguns participantes (a hora prevista de chegada dos atletas para inicio da prova era entre as 7h e as 8h20, mas às 9h15 - hora que já devia ter iniciado ambas as provas - ainda chegavam atletas) e flexibilidade da organização (que permitiu a espera desses atletas e atrasou o seu inicio), a prova começou mais de 30m depois do previsto. 


Lá partimos e fizemos o que podíamos e como podíamos. Uma vez mais implorei à minha lebre sexagenária para desacelerar... Difícil, minha gente, isto anda muito difícil... aqueles 63 anos são muito avançados para mim. Tenho de arranjar outra lebre! E de preferência com 87 anos! 

Não liguei a aplicação runtastic porque fiquei sem carregador do telefone este fim-de-semana e não queria gastar a pouca bateria que ainda tinha, não fosse acontecer alguma emergência. Além disso, até à hora de escrita deste post, também ainda não foram lançados os resultados desta prova. Não posso dizer-vos com grande certeza os tempos que fiz. Acho que andou por volta das 4h10m. Mas não, não me sinto envergonhada por este tempo. Sei que fui das últimas a chegar à meta. Sei que os últimos 800m fiz a andar, porque as minhas pernas já não respondiam. Sei que foi muito duro para mim. Sei que esta foi, sem dúvida alguma, a prova mais difícil que fiz na minha vida. E nesses últimos 800m pensava porque motivo estava naquele estado, totalmente estoirada. E depois lembrei-me.... para além de subir quase 5km seguidos (primeira subida), foi a altitude que me provocou os estragos. Foi perceber que no intervalo dos quilómetros 13 a 15 ter de parar quatro vezes para respirar e baixar o ritmo cardíaco, por já sentir nos meus ouvidos o coração a bater. E foi o calor que se fez sentir e desgastou ainda mais o corpo. 

Desta prova levo uma grande lição de humildade. Não sou nenhum "carapau de corrida" nem ambiciono ser. Tenho uma passada lenta e pouca resistência. Os meus objectivos são básicos e, salvo raras excepções, passam por chegar tranquilamente à meta. 

Agora, uma coisa é certa, a o Montejunto Trail é uma prova excepcional, com paisagens deslumbrantes e de cortar a respiração. Quem gosta de trilhos, esta é uma prova a realizar. Mas vão preparadas para a dureza da prova e para a sua altitude. 

Deixo-vos as fotos. 













fotos cortesia de @msblog (instagram)

7 de abril de 2014

Fim de semana de maratonas

Domingo foi dia de maratonas: a de Paris e de Sevilha. Apesar de nunca ter ambicionado correr os 42k, a verdade é que já dei por mim a ponderar se conseguiria esse feito. Claro que, rapidamente, concluo que ainda preciso de muitos quilômetros nestas pernas, mas quem sabe se um dia não ganho coragem para me dedicar a essa meta. 

De qualquer forma, e como dito inicialmente, este domingo foi dia de maratonas e foi possível seguir o esforço de alguns atletas nessas mesmas provas através do instagram, com especial destaque para a maratona de Paris e de Sevilha. Deixo-vos o testemunho de Giselli Souza, jornalista brasileira que cortou a meta em Sevilha com muito esforço, mas com muita dignidade. 
Quando eu cruzei hoje os 42km eu jurei que não faria mais uma maratona na vida. Chorei muito. Chorei do km 35 ao km 38 não só a minha frustração de não ter feito uma boa prova, mas chorei tb todos os outros "nãos" que eu já tomei da vida. Chorei a morte dos meus pais, chorei a vida loka que eu levo em treinar de madrugada, trabalhar o dia inteiro e não ter tempo para nada, chorei as amizades que eu já perdi, chorei a ausência do meu irmão, chorei a frustração de ter feito já muita merda da vida, mas não ter desistido, mesmo por alguns minutos me achando uma loser. Ao ver a mensagem de todas vcs hj por aqui, só me faz acreditar em uma coisa: por mais que eu não seja o melhor exemplo de atleta, existe algo muito maior que une a gente e não é o pace admirável, nem a tal da maratona. É a paixão pela corrida e o fato de não desistir. Por pior que a vida se apresente a nós, por pior que sejam as circunstâncias. Não desistimos. Seguimos em frente e choramos, nos descabelamos, mas não desistimos. Acho que é essa a mensagem que fica, mais uma vez. Não desistir jamais. Por pior que seja. Muito obrigado, #divasquecorrem. Vcs são foda. Vou levar mais essa lição pra vida.

@giselli_souza

31 de março de 2014

9ª Corrida António Leitão - Benfica

Com excepção deste ano, as provas que tenho realizado ao longo do últimos anos foram sempre de 10km. Os meus objectivos nunca foram muito ambiciosos nesta matéria, pelo que queria sempre chegar ao fim e, de preferência, em corrida constante. 

Este ano, virei o ano com metas mais específicas em termos de frequências (inicialmente uma prova por mês), mas a esta meta foram juntando-se outras: aumentar a distância, fazer a meia-maratona e, agora, baixar os 10km para menos de 1h. 

Analisando o runtastic dos anos anteriores, percebi que fazia os 10k num tempo médio de 1:15. A São Silvestre de Lisboa de 2013, mudou ligeiramente o cenário com o recorde pessoal de 1:03. E foi nesse dia que percebi que, apesar de não treinar de forma regular e disciplinarmente, conseguia ter resultados positivos. 

E assim, ontem lá fui eu para mais uma prova - 9ª Corrida António Leitão (Benfica). Decidida a baixar o tempo para menos de 1h, falei com o meu parceiro de prova e lá fui atrás da minha lebre. Ao fim do 3º km pedi-lhe para reduziro passo (...mais respeitinho pela atleta porque era uma subida). Dois quilómetros adiante o mesmo pedido. Um quilómetro depois já implorava para ele reduzir a passada. A partir daí, deixei de lhe pedir e já dizia "vai tu, vai tu...!" . Claro que ele não foi e esperou por mim. E até me deixou cruzar a meta à frente dele. E o resultado? 56'30" - menos 7 minutos do meu recorde pessoal.

Sei que não se trata de um tempo excepcional, mas é o meu tempo, é o meu recorde, é o meu orgulho tendo em conta a absoluta falta de disciplina e de treino. E, para mim, correr é isto mesmo. É colocar objectivos e fazer por alcançá-los, assistir à evolução do corpo, às formas como nos vamos adaptando. E o prazer de mais uma prova superada.

As fotos:





A qualidade da imagem é péssima porque ia a correr. 
Mas vamos imaginar que pus um filtro para desfocar as caras dos atletas, sim?

E, de seguida, pus este filtro para ter uma sensação da alta velocidade a que todos iamos!



Tempo máximo - 6:13
Tempo mínimo - 4:02


Em relação à organização da prova:

- aspectos positivos: bons abastecimentos, percurso razoável tendo em conta a limitação e, claro, correr dentro do Estádio.

- aspectos a melhorar: organizar a partida por escalões de tempos e a chegada... ai a chegada.... Ou as pessoas conheciam as melhores saídas ou então a organização indicava uma saída por um gradeamento onde passava UMA pessoa de cada vez! Incrível mesmo...